Tudo o que a Adriana faz é intenso, é profundo, é frente-a-frente! Nem tem como correr!
Existe uma intimidade enorme e descarada com ela porque ela, exige isso de você e você acaba cedendo.
Adriana me faz recordar a infância... "Mais Feliz", "Inverno", "Mentiras", "Esquadros", "Vambora", "Metade", "Senhas", ...
Volto ao início dos anos 90... Na época em que eu comprava pulseirinhas nas revistinhas da Avon, através de minha irmã e, junto de uma cartinha com um poema pego na cartilha da escolha, mandava para as menininhas bonitas do meu bairro implorando namoro! Quanta ingenuidade! Ganhava no máximo um encosto de lábios, depois de esfregar o braço limpando-os, e achava que aquele era o maior "beijo" do mundo!
Depois na fase adulta você sente o amargo, o ácido, a crua realidade em algumas canções e adota as suas palavras como a sua versão da opinião para o contexto citado. Aprende a ter bom gosto. E enxergar o lado individual das pessoas e perceber que, se as pessoas são tristes e solitárias, são porque querem, porque buscam, porque procuram!
Aprende um amor platônico sobre outra pessoa, sobre um "artista", sobre uma cidade, sobre um momento, sobre uma passagem, sobre... sobre!
Jamais viverei sem a Adriana... Jamais!!!!!

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