terça-feira, 22 de setembro de 2015

Cansei De Ser Sexy


Há alguns anos, 2004 para ser exato, me apresentaram uma banda brasileira chamada Cansei de Ser Sexy, CSS. Beleza, vamos ouvir... É gay, é eletrônico, é punk, é pop, é rock, é tudo! CSS é uma banda fantástica, perfeita, underground, tudo!(2). Nada valorizada no Brasil e, por isso, foram para as gringas: EUA e Europa. RAXXXXXAM por lá e, mais uma vez, perdemos algo de muito valor daqui. 


Por esses dias recebi um e-mail da Livrarias Curitiba e resolve xeretar por lá. Nas minhas andanças entre DVDs, livros e CDs, descobri La Liberación à venda!!!! O valor batia no meu orçamento e lá foi eu gastar um pouco nessa resseção dos diabos! Comprei e fiquei empolgado. São nessas poucas horas que a minha ansiedade aparece e me consome. Hoje resolvi ligar lá e ver se meu CD havia chegado, já que eu optei por pegá-lo em uma das lojas que possui em Maringá e assim eu economizaria no frete! 


Adriano Cintra, único homem na banda em 2011 sai do grupo e se lança em carreira solo. Curti pra caralho o som dele, mas o disco mesmo é impossível achar em Maringá para comprar e lá vai eu ter que depender da internet. Não dá para morar em Maringá quando se tem cultura e bom gosto! Mas vou me virando como dá. 


https://pt.wikipedia.org/wiki/Cansei_de_Ser_Sexy
http://www.adrianocintra.com.br/


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Ímã


       No post dos chicletes eu comentei sobre uma loja de 1 real que tem aqui em Maringá. É uma praga viu, hehehe, agora, todas as vezes que vou ao centro, passo nessa loja. Nem que se for uma água, eu tenho que entrar e pegar algo. Urrrrrrrrrr!!!! Hehehehe.


          Dê uma olhada na minha lagosta. Pelo menos já deu uma quebrada no telão preto do meu CPU. Espero que futuramente, eles vendam mais tipos de ímãs assim. Achei ele grande e muito bem feito por custar 1 real. Ele se mexe inteiro... Os tentáculos, as antenas e as garrinhas. Com isso, terei mais motivos para sempre dar uma passada por lá. Hehehe. Xauvis!



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Centro Social Urbano


          Hoje resolvi dar uma caminhada no CSU (Centro Social Urbano) por dentro dele. Decidi assim pois há muito tempo não ia lá e fui checar como anda o abandono do lugar. Realmente, está bem abandonado. De mal a pior, a cada dia. A falta de manutenção está fazendo com que o tempo deteriore tudo por lá. Quanta dó! Passei grande parte de minha infância frequentando aquele lugar e confesso que é triste ver o cenário de sua infância sendo destruído aos poucos.


        Em meados de 85, 86, até não sei qual ano, essa entrada era destinada somente para carros. Hoje ela é acessível à todos que queiram frequentar o local. Existia no lado esquerdo um lugar para pendurar bicicletas e estacionamento de motos. Para os que não possuem instrução e educação familiar, foi feito uma barreira de ferro para a nossa passagem não dando espaço para bicicletas. Hoje ela não existe mais pois, também, está tudo à ruínas!


         Ao lado esquerdo fica o salão de festas do CSU, no andar de cima. Na parte de baixo sempre foi a creche. Não sei dizer se ainda há uma creche funcionando por ali, mas me lembro que o movimento sempre foi grande por lá. A maioria das famílias deixavam seus filhos ali para irem trabalhar. Já o salão nobre, de sexta, sábado e domingo era impossível agendar horários. Forrós, bingos, festas de casamentos... Encontros da igreja. Quantas e quantas vezes fui ali por encontros de catequese?! Inúmeras! 


          O alambrado virou muro! A rua ainda é a mesma desde 85, 86, quando tínhamos que dar uma volta correndo, por todo o CSU antes de entrar na piscina. Era uma loucura! Negaiadinha corria como louco para poder chegar logo até na piscina pois, de uma em uma hora trocava as turmas e você só podia entrar naquela sua hora, não podia se estender. 


          Essa piscina, DEVE ter, 1m de altura. Huahuahauahua. E era um puta piscinão para mim. Antes mesmo de eu aprender a nadar nesta piscina eu já frequentava outra. O mais longe que consigo ir na minha memória é nas lembranças que tenho de, aos 4 anos de idade, frequentarmos a piscina do SESI. Eu tinha uma boia do Snoopy muito louca. Quando adquiri a idade certa, de 5 anos, pude, então, começar a fazer natação nessa piscininha aí. Lembro-me da calçada quente! Fritava os pés. A grade é a mesma, hehehe, disputávamos as gramas aos redores dos quatro cantos da piscina. 


          Aos 7 anos passei para essa super piscina. Acredito ter entrado nela poucas vezes porque nessa época, em 88, íamos mais no Thermas. Thermas esse que éramos sócios desde a época dos Golfinhos. Quem for da época saberá do que estou falando. Andei, com meu pai, por todo o lugar quando ainda estavam demarcando onde, futuramente, seriam as piscinas. Tinha até um pequeno tobogã para servir de esquadro para as estruturas deles. Acho que estou ficando velho. Hehehehe.


          Confesso que não me lembro desse campo na época mas, é uma das poucas coisas ali dentro, hoje, que valha a pena. 


          É... Essa quadra darei um desconto também.






         Acredito eu que, há alguns anos, havia uma ATI (Academia da Terceira Idade) neste lugar. Acho que o gato comeu, só acho. E há 30 anos era um lugar destino à quadras de vôlei de areia.


          Chegamos ir num sábado assistir torneios de basquete neste lugar. Era um fervo só... Era a quadra mais top que eu já havia visto. Acho que se os lugares falassem, essa quadra iria sentir com orgulho à sua utilidade.


         Ao lado esquerdo é a escola municipal Rosa Palmas Planas. Nesse mesmo lugar havia um mega, ultra, super gigante espaço de areia com diversos brinquedos de parquinho. Eles era enormes! Se não me engano, havia mais de 10 balanços. Castelinhos de ferro. Gangorras. Escorregadores que ninguém usava pois, expostos aos sol, aquilo queimava igual frigideira, hehehehe. Mas era divertido subir nele e jogar areia para vê-la escorregar. Havia, também, aquele brinquedinho de rodar, rodar e rodar... Minha irmã, que é mais velha do que eu, fazia cursos de danças ali e eu, ficava nesse parquinho brincando esperando a aula dela terminar para depois irmos para as aulas de natação. Esse parquinho era cercado por uma tela com trepadeira. Era muito legal. Era um sonho de consumo. 


           Nesse lugar havia os banheiros. Eles eram de piso azul, azul fogão Atlas de nossas avós. Eram bem espaçosos, ou pareciam ser espaçosos pelo meu tamanho, na época. Mas me lembro que haviam até chuveiros. Tudo funcionava e tudo de graça. Tinha uma cantina também. Abarrotada de tudo o que não prestava. Hehehehe. Com um piso antigo, bonito.


          De volta ao começo. À entrada. Corri muito nessas calçadinhas para ir para a piscina, à frente, ou ir para o parquinho, nas costas. Duas vezes por semana. Toda a molecada da rua. Eu gostaria muito de poder passar um dia só naquela época, de novo. Mas é triste ver o cenário de minha infância, o CSU, deteriorado. A nostalgia, às vezes, não compensa!


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

>>>Raimundos


          Raimundão está no topo da minha lista musical. Melhor rock nacional, melhor de todos os rocks que curto, melhor banda misturando todos os gêneros musicais. Marcou uma época para mim. Época em que, quando minha mãe ainda viva, me proibia de ouvi-los pois a banda era considerada depravada! Naqueles tempos existia isso. Eis que, então, a música Selim tocava na Jovem Pan no formato "acústico" no qual, nos lugares das palavras ânus e vagina, a rádio editava a música com uma sonoplastia a ponto de não ouvir as palavras, mas todos já sabiam quais eram elas, já que os Raimundos, chegava chegando.

Raimundos (1994)
          O Brasil precisava de uma banda assim. Tudo bem que existiu o Ultraje A Rigor, anos 80, mesmo assim, eu os considero uma coisa e Raimundos outra. Raimundos era diferente. Eram pornográficos, eram bocas sujas, eram más influências, eram proibidos! Eram fascinantes! Não eram comercial e todo mundo sabia! Era fantástico. Era tudo! 
       Eis que veio o segundo disco, Lavô Tá Novo e Esporrei Na Manivela era a mais fodástica! Mas não podia. O Pão Da Minha Prima podia. Hehehehe. Tora Tora e Herbocinética são músicas irmãs, pra mim. "Eu quero ver o oco", louka! E temos a queridinha, meiguinha e doce I Saw You Saying (That You Say That You Saw). Essa música é aquela que a gente abraça e não solta mais. Nossa namoradinha.

Lavô Tá Novo (1995)
       Cesta Básica foi um CD meio que especial de Natal que veio tão rápido e passou tão rápido que malemá eu o vi! Só fui adquirir o meu depois de alguns anos!

Cesta Básica (1996)
       1997, eis que surge o melhor disco do mundo para mim: LAPADAS DO POVO. Estados Unidos não tem. Inglaterra não tem. Ninguém tem! Lapadas tem vida. Tem sabor, cheiro, representa várias coisas... Andar Na Pedra, clip de estréia, música de estréia... Lembro-me que na época, a MTV passava o clip dessa música em todas as horas pares. Aquele dia eu assisti todas as vezes em que passou. Se não me engano, eu gravava o clip todas as horas em que ele passava. Era mágico!!!

Lapadas Do Povo (1997)
     Dois anos depois surge um álbum pesado, muito bom, "besterento" também mas... POP! Isso mesmo, pop! "Mulher De Fases" super pop, a música A MAIS PEDIDA fez com que Raimundos saísse do não comercial diretamente pra área pop. Crianças, evangélicos, meninadas, trilha sonora na fila de brinquedos de parque de exposição, nos carros de manos, de cowboys e por aí... Todo mundo falava do Só No Forevis enquanto eu temia que os Raimundos perdessem sua identidade. Voltei para o Lapadas.

Só No Forevis (1999)
       Como moro numa cidade que parecer ser grande mas é menor do que muita cidade pequena por aí, Raimundos veio para cá, depois de anos. 1999, Chico Neto e, para a minha felicidade ETERNA, eu fui no show dos Raimundos! \o/ Melhor show da minha vida! Barulheira do caralho! Naquele dia voltei para casa e não consegui dormir.

MTV Ao Vivo (2000)
      Sem descanso, em menos de um ano, sai um MTV Ao Vivo duplo e lá está eu de volta ouvindo incansavelmente. Porém, logo em seguida, veio a notícia da saída do Rodolfo e então Raimundos chega num fim.

Éramos 4 (2001)
    2001, Londrina, visitando minha irmã, saímos para comprar algumas coisas no centro e eu, que sou fanático por lojas Americanas, entro em uma e, na sessão de CDs vejo o lançamento de Éramos 4. Cada pessoa que estava na fila portava um CD desse, adquiri o meu! Adquiri igualando-o como o Cesta Básica: um CD rápido para também um rápido intervalo da banda pois, eu acredita que, logo mais, eles voltariam e tudo não passava de uma jogada de Marketing.
      Para a minha tristeza, era, realmente, o fim. Às vezes entro em enquetes sobre os Raimundos e o desejo é mútuo: formação original já! Tem dia que eu acho que do nada, eu vou abrir as notícias e lá estará a nota de que Rodolfo volta para os Raimundos e minha vida terá novas trilhas sonoras. Quem sabe um dia...




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Algumas frases

                Sempre que disserto algo, do meu jeito, quase sempre não muito correto, consigo criar uma frase de efeito ou alguma ótima ideia que não merece só fazer parte do contexto, algumas merecem destaques. Não por ela ser a peça fundamental da ideia, mas é que às vezes ela consegue me levar além daquele assunto servindo de apoio para outros.
              Ainda não sei qual é a ideia central do Twitter, mas eu o uso para isso. Aliás, depois que passei a vir aqui diariamente, passei a ir lá também, justamente para não deixar passar despercebido alguma frase de efeito, já que durante o dia todo, além da aula, é aqui que venho escrever. É aqui que crio a escrita, num assunto que eu quero falar, que me deu vontade, que acho interessante. Diferente das aulas do colégio, uma vez que se tem matérias específicas e seus respectivos assuntos.
        Portanto, não acho que meu Twitter seja digno de livraria com base nos meus pensamentos, mas também não vou deixar de enobrecê-lo, justamente porque é nele onde separo o que eu pude escrever de melhor sobre algo que pensei! Aliás, essa última frase está twitada por lá!




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Vontades de criança...

          De volta à cidade de Maringá pude constatar que, além das febres de lojas de 1,99 e de qualquer peça por 10,00 reais, surgiu uma nova ideia que vende qualquer produto por 1 real. Isso mesmo, 1 real. Em vários segmentos. Desde o alimentício até o escolar. Da casa passando para brinquedos, presentes, limpeza, higiene pessoal e tantos outros!
        Passando por uma delas, hoje, percebi o quão é difícil sair de lá sem gastar o mísero 1 real. Pelo contrário, você acaba gastando até o que não tem ali dentro porque é tanta bugiganga, tanta tranqueirada, tanto "não preciso disso mas por um real o que custa levar?" que você leva. Ah, e como leva!
          Nessa brincadeira de leva e leva eu trouxe para casa, dentre outras coisas das quais ainda comentarei em posts futuros, 2 pacotes de chicletes contendo 16 cada: um para meu irmão e outro para mim.


          Foi mágico. Parecia um criança! Fui abrindo um por um com a boca aguando! Me fez lembrar Du, Dudu e Edu com as benditas balas de caramelo, hehehehe.


          Depois de descascados, um por um na boca até formar a super mega bola de borracha no puro açúcar! 


          O maxilar ficou doendo daquele jeito né! Não consigo nem mastigar, agora, depois de 1 horas passada a brincadeira.


          Só que, por mais que o chicletes "é" da Hot Wheels, isso não significa que ele não vai grudar nos seus lábios ao fazer uma bola com ele, porque vai!


          Grudou no meu bigode. Na barba... Meia hora tirando essa droga da cara e, mesmo assim, fiquei com os lábios colando. Hehehehe. Foi a deixa para a brincadeira acabar. Mas foi divertido. Rimos à beça! Às vezes temos que deixar brincar a criança que existe dentro de nós senão, a vida adulta fica muito chata!
Inté!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Adriana Calcanhotto

          Amor incondicional!!!! Sem limites. Sem fronteiras.
          Tudo o que a Adriana faz é intenso, é profundo, é frente-a-frente! Nem tem como correr!
        Existe uma intimidade enorme e descarada com ela porque ela, exige isso de você e você acaba cedendo.
         Adriana me faz recordar a infância... "Mais Feliz", "Inverno", "Mentiras", "Esquadros", "Vambora", "Metade", "Senhas", ...
         Volto ao início dos anos 90... Na época em que eu comprava pulseirinhas nas revistinhas da Avon, através de minha irmã e, junto de uma cartinha com um poema pego na cartilha da escolha, mandava para as menininhas bonitas do meu bairro implorando namoro! Quanta ingenuidade! Ganhava no máximo um encosto de lábios, depois de esfregar o braço limpando-os, e achava que aquele era o maior "beijo" do mundo!
          Depois na fase adulta você sente o amargo, o ácido, a crua realidade em algumas canções e adota as suas palavras como a sua versão da opinião para o contexto citado. Aprende a ter bom gosto. E enxergar o lado individual das pessoas e perceber que, se as pessoas são tristes e solitárias, são porque querem, porque buscam, porque procuram!
          Aprende um amor platônico sobre outra pessoa, sobre um "artista", sobre uma cidade, sobre um momento, sobre uma passagem, sobre... sobre!
          Jamais viverei sem a Adriana... Jamais!!!!!