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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Centro Social Urbano


          Hoje resolvi dar uma caminhada no CSU (Centro Social Urbano) por dentro dele. Decidi assim pois há muito tempo não ia lá e fui checar como anda o abandono do lugar. Realmente, está bem abandonado. De mal a pior, a cada dia. A falta de manutenção está fazendo com que o tempo deteriore tudo por lá. Quanta dó! Passei grande parte de minha infância frequentando aquele lugar e confesso que é triste ver o cenário de sua infância sendo destruído aos poucos.


        Em meados de 85, 86, até não sei qual ano, essa entrada era destinada somente para carros. Hoje ela é acessível à todos que queiram frequentar o local. Existia no lado esquerdo um lugar para pendurar bicicletas e estacionamento de motos. Para os que não possuem instrução e educação familiar, foi feito uma barreira de ferro para a nossa passagem não dando espaço para bicicletas. Hoje ela não existe mais pois, também, está tudo à ruínas!


         Ao lado esquerdo fica o salão de festas do CSU, no andar de cima. Na parte de baixo sempre foi a creche. Não sei dizer se ainda há uma creche funcionando por ali, mas me lembro que o movimento sempre foi grande por lá. A maioria das famílias deixavam seus filhos ali para irem trabalhar. Já o salão nobre, de sexta, sábado e domingo era impossível agendar horários. Forrós, bingos, festas de casamentos... Encontros da igreja. Quantas e quantas vezes fui ali por encontros de catequese?! Inúmeras! 


          O alambrado virou muro! A rua ainda é a mesma desde 85, 86, quando tínhamos que dar uma volta correndo, por todo o CSU antes de entrar na piscina. Era uma loucura! Negaiadinha corria como louco para poder chegar logo até na piscina pois, de uma em uma hora trocava as turmas e você só podia entrar naquela sua hora, não podia se estender. 


          Essa piscina, DEVE ter, 1m de altura. Huahuahauahua. E era um puta piscinão para mim. Antes mesmo de eu aprender a nadar nesta piscina eu já frequentava outra. O mais longe que consigo ir na minha memória é nas lembranças que tenho de, aos 4 anos de idade, frequentarmos a piscina do SESI. Eu tinha uma boia do Snoopy muito louca. Quando adquiri a idade certa, de 5 anos, pude, então, começar a fazer natação nessa piscininha aí. Lembro-me da calçada quente! Fritava os pés. A grade é a mesma, hehehe, disputávamos as gramas aos redores dos quatro cantos da piscina. 


          Aos 7 anos passei para essa super piscina. Acredito ter entrado nela poucas vezes porque nessa época, em 88, íamos mais no Thermas. Thermas esse que éramos sócios desde a época dos Golfinhos. Quem for da época saberá do que estou falando. Andei, com meu pai, por todo o lugar quando ainda estavam demarcando onde, futuramente, seriam as piscinas. Tinha até um pequeno tobogã para servir de esquadro para as estruturas deles. Acho que estou ficando velho. Hehehehe.


          Confesso que não me lembro desse campo na época mas, é uma das poucas coisas ali dentro, hoje, que valha a pena. 


          É... Essa quadra darei um desconto também.






         Acredito eu que, há alguns anos, havia uma ATI (Academia da Terceira Idade) neste lugar. Acho que o gato comeu, só acho. E há 30 anos era um lugar destino à quadras de vôlei de areia.


          Chegamos ir num sábado assistir torneios de basquete neste lugar. Era um fervo só... Era a quadra mais top que eu já havia visto. Acho que se os lugares falassem, essa quadra iria sentir com orgulho à sua utilidade.


         Ao lado esquerdo é a escola municipal Rosa Palmas Planas. Nesse mesmo lugar havia um mega, ultra, super gigante espaço de areia com diversos brinquedos de parquinho. Eles era enormes! Se não me engano, havia mais de 10 balanços. Castelinhos de ferro. Gangorras. Escorregadores que ninguém usava pois, expostos aos sol, aquilo queimava igual frigideira, hehehehe. Mas era divertido subir nele e jogar areia para vê-la escorregar. Havia, também, aquele brinquedinho de rodar, rodar e rodar... Minha irmã, que é mais velha do que eu, fazia cursos de danças ali e eu, ficava nesse parquinho brincando esperando a aula dela terminar para depois irmos para as aulas de natação. Esse parquinho era cercado por uma tela com trepadeira. Era muito legal. Era um sonho de consumo. 


           Nesse lugar havia os banheiros. Eles eram de piso azul, azul fogão Atlas de nossas avós. Eram bem espaçosos, ou pareciam ser espaçosos pelo meu tamanho, na época. Mas me lembro que haviam até chuveiros. Tudo funcionava e tudo de graça. Tinha uma cantina também. Abarrotada de tudo o que não prestava. Hehehehe. Com um piso antigo, bonito.


          De volta ao começo. À entrada. Corri muito nessas calçadinhas para ir para a piscina, à frente, ou ir para o parquinho, nas costas. Duas vezes por semana. Toda a molecada da rua. Eu gostaria muito de poder passar um dia só naquela época, de novo. Mas é triste ver o cenário de minha infância, o CSU, deteriorado. A nostalgia, às vezes, não compensa!


domingo, 23 de agosto de 2015

Caminhadas 2

No post anterior sobre caminhada eu prometi que bateria umas fotos dos lugares por onde caminho. Como nunca caminho no mesmo lugar pois, sempre estou à procura de lugares novos, terei vários posts sobre esse assunto por aqui!
Há tempos atrás, descobri um bairro chamado Novo América, divisa com o Sarandi, no contorno norte, perto de onde moro. É um bairro meio confuso... Antigamente chamávamos aquele lugar de Sarandi pois, nunca teve muita distinção, naquele lugar, de onde era Sarandi, onde era Maringá. Eis que o famoso "transtorno" norte apareceu e apaziguou aquele lugar.
Com o surgimento do transtorno norte, um pedaço de um bairro que pertencia à Sarandi passou a ser de posse de Maringá e foi batizado de Jardim Regente. Não sei se esse nome já pertencia àquele lugar, mas pelas minhas informações, esse novo bairro velho tem esse nome. Vindo para Mgá, no sentido dele, tem o transtorno e depois esse Novo América.
Esse novo lote é composto de 7 quarteirões: 2 deitados e 5 em pé. Nos dois primeiros da SAOP para o bairro a prefeitura liberou construir e já se vê pessoas morando, casas construídas à venda e outras sendo construídas. Possui iluminação e tudo. Os outros quarteirões estão em fase de trâmite e não podem ser habitados. Não sei porque! Um desses quarteirões deitado, o que faz divisa com o Jardim América, possui uma empresa de recuperação de carroceria.
Com todo esse rolo da prefeitura e abandono do local, tornou um lugar vazio, tranquilo e sem muito tráfego de automóveis o que torna as ruas sempre vazias! O único problema é que nem sempre a prefeitura faz a capinação do local e matos crescem constantemente. Nesse período o local não se torna atrativo pelo fato de pessoas com má intenções transitarem por ali. Dessa forma, é visível o consumo de drogas nas redondezas, até mesmo em cima da passarela.
Outro problema constante ali é que as pessoas usufruem do lugar para descarregarem seus lixos! Vários carroceiros que limpam datas e quintais passam por ali para despejar as sujeiras e, até empresas, que eu já vi e filmei, mas que não vou divulgá-­las, passam por ali e descartarem seus entulhos! Esses dias atrás coloquei fogo em 22 pneus que estavam acumulando água. Sei que o que fiz foi errado mas, como já peguei dengue, por irresponsabilidade dos outros, a única maneira que achei de combater esse mal foi atirando fogo nos pneus. A fogueira durou 40 minutos de uma grossa e densa fumaça preta, mas não me arrependi. A fumaça subiu direto sem espalhar, o que me ajudou a manter a consciência limpa. Passei por lá ontem e mais pneus apareceram. Não posso combater o mal o tempo todo. Uma parte, pelo menos, eu fiz! 
Muitos idosos e idosas usam aquele lugar para passearem com seus animais, principalmente, cachorros. Já trombei com alguns e fiz até amizades. Vira e mexe eu os reencontro e conversamos um pouco, é sempre legal.
Como também, sempre há alguém por ali fazendo suas atividades físicas. Teve uma época em que aquilo acumulava muita gente! Principalmente nos finais de semana. Não sei como anda o lugar pois, há tempos que não o frequento constantemente como fazia, mas ontem, sábado, haviam várias crianças soltando pipa por ali, o que torna o local menos perigoso.
"E Assim Caminha A Humanidade" e eu. Voltarei com outros locais de caminhadas.
Xauvis!






quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Caminhadas

          O início de minhas caminhadas sempre são motivadas pelo meu apelo psicológico: estou gordo! E assim, sem pensar, coloco meu tênis, pego meu celular e fone de ouvido e parto para a árdua batalha de, no mínimo, duas horas de estirão! No final das contas acabo extrapolando o horário e ando mais do que o esperado. Ruim mesmo é quando chego em casa e toda a canseira de um belo 92k desaba pernas abaixo. Mas antes que a canseira me derrube, eu faço dez abdominais e ergo 10k de peso 30 vezes por cada braço intercalados de 10 em 10 em 3 erguidas diferenciadas. Ufa!!!
The Prodigy - The Fat Mixes (1997)
       Hoje minha trilha sonora foi The Prodigy - The Fat Mixes. Adoro o Prodigy. Me faz lembrar várias coisas boas pois, desde a minha infância, que os sigo. Mentira, adolescência para ser mais exato. Aos 14 anos os descobri. Mas um dia eu explorarei mais o assunto sobre eles.
   Meu foco agora é na caminhada. Caminhadas e cachorros. Que ódio! Hoje, não diferente dos outros dias, trombei, em uma das ruas do percurso, uma dona de casa (com buço), varrendo a calçada, com o portão arreganhado! Eu, simples de coração e sem maldade alguma, pensando na vida, passo por ela e, imediatamente, o cachorro aos latidos, vem para cima de mim. A dona de casa de bigodes, com toda a sua agilidade e rapidez, aos movimentos de tartaruga, chama pelo cão que, aos pulos, latidos e abocanhadas ameaçadoras, tenta morder minha perna. 
          Milhões de pensamentos passam pela sua cabeça nesses momentos: situação chata, vontade de dar uma bica no cão, vontade de dar uma bica na dona do cão, que bosta! Eis que a dona bate o pé no chão, chama o cachorro pelo nome que, por sua vez a obedece e volta para dentro do quintal. Sem pedir desculpa pelo transtorno que me causou, sem olhar para trás, sem nada, a dona de casa de cavanhaque fecha o portão e volta para a calçada com a sua vassoura ao estilo piaçaba como se nada tivesse acontecido. 
          Continuei minha caminha "a la" estilo Dapper Denver Dooley mais conhecido como Dooley, personagem do Pica Pau, aquele que quando falava palavrão por estar irritado fazia um som estranho com a boca. Hehehehe. Do resto, tive uma caminhada normal sem mais aventuras. Se houver próximos posts sobre a caminhada, trarei fotos dos lugares por onde caminho. Xauvis!