quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Prateleira com reciclado 1/2

          Em épocas de reciclagem, criação, reutilização e tantos outros bens para combater o lixo e o desperdício, agregar valores àquilo que deixou de ter é muito bem vindo. Andamos fazendo umas limpas em casa e nos desapegamos de várias coisas, o que nos resultou espaços antes identificados pelo acúmulo de coisas sem necessidade e uso.
        Dentre esses desapegos, guarda-roupas, cômodas, camas, mesas de computador, roupas, tapetes, aparelhos eletrônicos, enfim, tudo o que antes não era usado foi destinado aos seus devidos fins. Fim para nós que não havia serventia, início para os que precisavam ou para aqueles que sabiam o que fazer.
       Juntei aparelhos eletrônicos e os levei para o centro de arrecadação de eletro eletrônicos para reciclagem no Sesc. O tiozinho da manutenção que me ajudou a descarregar o carro com os equipamentos levou uma televisão que não usávamos mais. Tudo bem que era de tubo, mas funciona muito bem. Para a minha sorte e a sorte dele, o filhinho dele que acabou saindo bem pois, a TV, será para o video game que ele ganhou. Tudo terminou bem! Que ótimo!
        Quanto às roupas, tapetes, cobertores, cortinas, redes, panos de prato, de chão, toalha, roupa de cama... Foram todos ensacados e levados, em duas etapas, no mercado perto de casa. Deram trinta e duas sacolas! A dona do mercado agradeceu por cada sacola mas eu fazia questão de agradece-la por dispor do ambiente para a captação das doações. Todos se ajudam.
      Agora, as partes que envolvem madeiras eu reservei. Desmontei tudo o que podia desmontar e guardei tábuas, parafusos, estruturas, tudo! Aos poucos, devagar, com calma e ideias, vou elaborando uma nova utilidade para a transformação das madeiras, eis que chego no ponto do tópico de hoje: prateleira com reciclado. Com reciclado porque desmontei uma cômoda e elaborei uma prateleira com uma mesinha para ocupar a parede vazia da ponta de minha cama.
          A ideia é fazer uma mesinha para por a TV (de tubo) e, acima dela, a prateleira para por os aparelhos de DVD e video cassete. Sim! Video cassete! Por meus filmes originais em DVD e os suportes com filmes gravados em DVDs virgens. Como leva tempo para cortar, furar, parafusar, encaixar, montar... Hoje foi a primeira etapa, amanhã será a conclusão e, assim que eu finalizar, volto com a segunda parte do post para mostrar como ficou.
       O que posso adiantar é que, bonito bonito não ficará, mas ficará prático e de grande utilidade para mim, pois é nisso que dou valor e é o que me importa. Algo que foi desenvolvido e criado por mim por meio de uma reciclagem de uma mobília que já não tinha mais uso. Não sou fã de casas Bahia. O valor que dou às coisas vem dar forma como ela foi pensada, criada e dedicada. O feitio é a beleza.

Trilha sonora na elaboração e digitação do post:

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Muqueca Capixaba

          No post de ontem, falei sobre ramos profissionais que acabei entrando de gaiato em consequência de que, quando se está em uma cidade nova, sem padrinhos, sem conhecidos, sem QI, sem nada, você tem que se virar com o que vir e com o que você tem, sem esperar muito dos outros. Em umas dessas viradas, fui parar atrás de um fogão. Acho estranho esse termo "atrás de um fogão". Porque atrás se cozinhamos de frente com ele?! Retomando: fui parar na frente de um fogão e acabei aprendendo algumas receitas.
        Ontem, depois que escrevi aqui, fui dormir pensando na receita da Muqueca e achei que seria legal trazê-la para cá. Em uma das vezes que a fiz, eu fui tirando fotos passo a passo para mandar para meus primos no grupo da família no Whatsapp. Sorte que sempre faço back up dos arquivos recebidos pelo Whats e fui em busca das fotos.
         Como eu disse, não sou um bom cozinheiro, portanto, vou passar a receita assim, de memória, a dedo, no grito! Ah, e tem mais... Quando vocês forem fazer será notável o cheiro. É tão gostoso, mas tão gostoso, que aquilo atiçou as lombrigas ao extremo fazendo eu esquecer de montar um prato para o grand finale! Portanto, estou devendo!

Rendimento: 5pax, principalmente se fizer um arroz branco e um pirão.

Ingredientes:
2 Batatas média
2 Tomates maduros
2k de filet de merluza
2 cebolas médias
1 Pimentão vermelho pequeno
1 Pimentão amarelo pequeno
1 Pimentão verde pequeno (opcional)
1 vidrinho de leite de coco
3 ou 4 colheres de sopa de azeite de dendê
Shoyo
Cebolinha
Azeitona
Pimenta de vidro

Modo de preparo (com fotos! \o/)
1- Corte as batatas em rodelas, grosseiramente, com a casca. Tem que ser meio grossa para ela não se desmanchar por completa durante o cozimento. Forre o fundo da panela com ela.
2- Corte, grosseiramente, os tomates em cubos e espalhe por cima da batata. Usar as sementes, Quanto mais maduro, melhor, pois soltará mais caldo.


3- Cortar os filet de merluza em postas do tamanho da palma da mão.
4- Regar as postas com as colheres de azeite de dendê.
5- Cortar as cebolas em rodelas, grosseiramente e cubra a merluza.



6- Cortar os pimentões em rodelas, meio fina e intercalar por cima da cebola. Como o pimentão não é muito digestivo, além dele ter um sabor forte, é melhor não ser tão grosso. Minha opinião. Não esqueça de tirar aquela parte branca e as cementes dele.
7- Tempere com o shoyo no lugar de sal o qb.
8- Despeje o vidro de coco por cima.
9- Salpique a pimenta de vidro o qb.


Como cada um aqui sabe o fogão que tem, eu cozinho com o fogo de médio para baixo pois, como você não poderá mexer até ele ficar pronto, quanto maior o fogo, mais ele queimará e não cozinhará direito. Deixe cozendo por 30 a 40 minutos. De tempo em tempo dê uma olhada no cozimento. Às vezes você não levará todo esse tempo para que fique pronto, portanto, uns 10 minutos antes de finalizar, pique a azeitona e a cebolinha, salpique por cima e deixe cozinhar os 10 minutos.


Nessa altura ele terá essa aparência agregado de um cheiro hipnotizante. Me deu até fome, hehehe. Se você achar que a aparência dele ficou meio apagada, você poderá acrescentar um sachê de molho de tomate daqueles tradicionais, sem sabores. Para saber se ficou bom ou pronto, nesses dez minutos você poderá, com uma espátula, puxar uma posta e experimentar. A decisão a tomar estará de acordo com a sua opção e gosto. Porém, pesque-o devagar pois, se ele estiver já pronto e cozido como deve ser, ele estará a ponto de desmanchar. Uma má mexida pode transformar o cozido em sopa!



Voilà!
Magnifique! 
Porém é aquilo, não tirei uma foto do prato pronto. Mas na próxima vez que eu fizer, eu posto aqui!
Hoje a escrita foi em tom alaranjada para homenagear a Gastronomia e dizer que, mesmo eu não sendo do ramo, minha admiração, curiosidade, perseverança e tentativas sempre serão infinitas!

Texauvis!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Morte E Vida Severina

       Fim. Raimundos, no CD Só No Forevis na música Deixa Eu Falar..., há um citação do Alexandre, na época Nativus, hoje Natiruts, onde ele canta: "... Como Carlos, eu passo conexão nordestina até Niterói vida e morte severina passando por Brasília..." Acredito que todos nós passamos por uma Morte e vida severina todas às vezes que decidimos deixar algo para trás em busca de outro melhor.
         Nessa nossa busca, passamos por várias barreiras, lugares, pessoas, inesperados, enfim, vários artifícios que, às vezes nos atrapalha ou ajuda, como na história narrada no livro. Em 2009 decidi me mudar para Curitiba afim de ter uma vida melhor, em todos os sentidos. Sair de uma cidade interiorana, como Maringá (é) e ir para uma capital viver o dia a dia, confesso que são realidades extremamente opostas!
        Mas nem sempre aquilo que planejamos e almejamos, por mais que façamos tudo certo, significa que vai acontecer. Aos trancos e barrancos pude verificar como é realmente a vida numa cidade grande. Suas dificuldades, seus problemas, facilidade na negatividade, dificuldades na positividade, e assim por diante. Porém, aos barrancos, pude tirar muitos aproveito no que me ajudou bastante na maturidade que desenvolvi e adquiri. Até digo que nos poucos mais de 5 anos e meio em que morei lá amadureci o que eu demoraria uns 15 anos aqui.
            Fui com um propósito e voltei sem ele. Em contra partida adquiri um grau elevado em cultura, conhecimentos gerais, conheci diversas cidades pelo Brasil em viagens e à negócios em virtude da facilidade de uma capital. Tive experiências profissionais em diversos ramos, alguns que eu nem imaginava um dia poder fazer, me ensinaram, eu aprendi e fiz.
         Conheci pessoas de todas as classes sociais. Casais gays. Traficantes. Chineses. Iraniano. Americanos. Nordestinos. Tenho centenas de milhares de histórias para contar porque eu, como investigador para fins pessoal, atento e curioso acabo adquirindo um talento especial para a observação dos fatos e aprender com eles.
           Só acho uma pena que, em Maringá, isso seja um empecilho na hora de conseguir um emprego. As pessoas confundem muito as coisas com o seu pré julgamento errado e burro! Mas como para tudo tem sua hora, tempo, lugar e momento certo, com toda a minha paciência.... eu espero.
            Particularmente acho poema uma leitura chata, não vou mentir. Ler um Carlos Drummond De Andrade ou uma Clarice Lispector é diferente. Agora, pegar um livro de poemas e lê-lo, olha... Considero Morte E Vida Severina uma leitura um tanto desgastante, mas no final, é bom. É bom e foi bom a ponto de eu ter feito uma co-relação da minha vida, momento em que decidi sair de minha terra natal para buscar uma condição melhor em outro lugar, e poder colidir com a mesma realidade do autor, com uma pequena diferença de 57 anos. 

domingo, 16 de agosto de 2015

Madonna



           Em dia de protestos pelo Brasil afora (com o foco voltado à São Paulo), transitando pela internet pude verificar que a MTV Brasil fez uma homenagem à Madonna pelos seus 57 anos. Logo me veio à mente que, falar sobre os protestos, agora, não seria algo útil e me direcionei a ela: à cantora, à dançarina, à atriz, à modista, à mãe, dentre outras multi funções que à ela é agregada.
           Se voltarmos um pouco aos anos 80, época em que não havia tanta concorrência, em que a informação mundial não se alastrava tão rapidamente como nos dias de hoje, em que não havia computadores, internet e até mesmo a própria MTV, saberemos que os ícones que nos alcançavam realmente eram de extrema grandeza!
          Madonna era uma delas. E como era! Influenciou, musicalmente, todos da minha geração ('81). Ela, sempre polêmica, estava sempre nos noticiários e capas de revistas. "Like a virgin", "Material girl", "Papa don't preach", "Like a prayer", "Erotica", "Justify my love" e tantos outros sucessos com temáticas intrigantes dividindo o público, aumentando os fãs. Hoje em dia não tem mais isso, com a internet, nada mais causa polêmica, ibope, mídia, nada! 
         Justamente o fato dela ter sido uma pessoa que aparentava estar séculos na frente do atual, é que me faz ainda segui-la. Mesmo que hoje eu tenha um outro estilo musical mais predominante como opção para ouvir, o Rock, eu sempre estou acompanhando o processo dela e, vira e mexe, eu adquiro algo dela. Faço questão. Gosto de manter viva algumas coisas do passado ou, da minha base, para a vida não perder aquele gostinho de antigamente. Com Madonna, isso sempre acontece, dentre outras coisas que, com o tempo, irei recordando por aqui. Tem muito tempo ainda...






sábado, 15 de agosto de 2015

Pou

          Diretamente do meu celular para a página do blog: meus jogos! É praticamente sagrado a saga: todos os dias antes de dormir, um esgotamento de vidas, chaves, cartas, dobradas... Pou! Ah o Pou... Seria clichê compará-lo àqueles chaveiros japoneses do Tamagotchi. Mas a ideia do desenvolvimento e criação surgiu dali mesmo, então, a comparação. Muito outros jogos também foram criados a partir do Pou e não me chamaram a atenção: os gatos Tom e Angela são exemplos. Sei lá, acho que seria muita coisa para a mesma atividade.

             Pou... Ah, o Pou... Tão querido e tão filho da puta! Às vezes esqueço de desativar a notificação dele ou, esqueço de tirar a notificação do celular e, "inhááááá", tá o bicho gemendo no meio de uma entrevista, na sala de aula, dentro da loja, num local de silêncio... Sempre exigindo atenção em suas necessidades. Quem tem sabe muito bem do que estou falando. 

      Não consigo me desfazer dele, jamais. Mesmo os valores das coisas dentro dele serem impossíveis de comprá-las pois, todo o dinheiro adquirido jogando os jogos dele, dando banho, enxaguando, fazendo carinho e aguando as flores, quase não dá nem para alimentá-lo, imagine comprar algo em especial. Never! Mesmo assim, estou com ele.

        Mais pra frente comento sobre outros jogos que tenho vício, como alguns do Facebook e outros (raros) e bons do Play Store. Xauvis!




sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Tumblr

Porque meu estado de espírito tem uma variante desproporcional equilibrada. Ah! Com trilha sonora.

"A cada momento
uma música.
A cada música
um momento.

Para tudo nessa vida
leva uma trilha sonora.
Seja ela qual for!

Durmo música
acordo música
respiro na música.
Lavo música
me banho na música
tudo é música.

A música encanta, enraivece,
lembra coisas boas e ruins.
Associa-se à pessoas,
boas e ruins.

Marca épocas.
Moda.
Costumes.

Emburrece os fracos,
ilumina os fortes.

O tumblr será minha morada musical."





quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Caminhadas

          O início de minhas caminhadas sempre são motivadas pelo meu apelo psicológico: estou gordo! E assim, sem pensar, coloco meu tênis, pego meu celular e fone de ouvido e parto para a árdua batalha de, no mínimo, duas horas de estirão! No final das contas acabo extrapolando o horário e ando mais do que o esperado. Ruim mesmo é quando chego em casa e toda a canseira de um belo 92k desaba pernas abaixo. Mas antes que a canseira me derrube, eu faço dez abdominais e ergo 10k de peso 30 vezes por cada braço intercalados de 10 em 10 em 3 erguidas diferenciadas. Ufa!!!
The Prodigy - The Fat Mixes (1997)
       Hoje minha trilha sonora foi The Prodigy - The Fat Mixes. Adoro o Prodigy. Me faz lembrar várias coisas boas pois, desde a minha infância, que os sigo. Mentira, adolescência para ser mais exato. Aos 14 anos os descobri. Mas um dia eu explorarei mais o assunto sobre eles.
   Meu foco agora é na caminhada. Caminhadas e cachorros. Que ódio! Hoje, não diferente dos outros dias, trombei, em uma das ruas do percurso, uma dona de casa (com buço), varrendo a calçada, com o portão arreganhado! Eu, simples de coração e sem maldade alguma, pensando na vida, passo por ela e, imediatamente, o cachorro aos latidos, vem para cima de mim. A dona de casa de bigodes, com toda a sua agilidade e rapidez, aos movimentos de tartaruga, chama pelo cão que, aos pulos, latidos e abocanhadas ameaçadoras, tenta morder minha perna. 
          Milhões de pensamentos passam pela sua cabeça nesses momentos: situação chata, vontade de dar uma bica no cão, vontade de dar uma bica na dona do cão, que bosta! Eis que a dona bate o pé no chão, chama o cachorro pelo nome que, por sua vez a obedece e volta para dentro do quintal. Sem pedir desculpa pelo transtorno que me causou, sem olhar para trás, sem nada, a dona de casa de cavanhaque fecha o portão e volta para a calçada com a sua vassoura ao estilo piaçaba como se nada tivesse acontecido. 
          Continuei minha caminha "a la" estilo Dapper Denver Dooley mais conhecido como Dooley, personagem do Pica Pau, aquele que quando falava palavrão por estar irritado fazia um som estranho com a boca. Hehehehe. Do resto, tive uma caminhada normal sem mais aventuras. Se houver próximos posts sobre a caminhada, trarei fotos dos lugares por onde caminho. Xauvis!